Veja a importância dos pneus no desempenho das máquinas agrícolas.

terça-feira, Maio 8, 2018

O uso de pneus radiais pode economizar até 30% do combustível de equipamentos agrícolas, afirma o diretor de Comércio e Marketing da Michelin na América do Sul, Christian Mendonça. Em 1974, a marca aplicou pela primeira vez essa tecnologia em maquinários agrícolas. Hoje, mesmo com as vantagens do modelo, apenas 9% dos pneus usados pelo setor são radiais. Na Europa, a adoção já passou dos 87%.

Diferentemente dos diagonais usados até a década de 1970, que tinham as lonas sobrepostas e cruzadas, essa tecnologia permitiu que os fios fossem colocados perpendicularmente, propiciando maior flexão da banda, que toca o solo como um todo. Além disso, também diminui e distribui de forma regular a pressão. De acordo com a Michelin, enquanto a pressão do diagonal é de cerca de 28 libras, a do modelo radial é de apenas 15 libras  e o ultraflex chega a 10 libras. O reflexo direto disso é a menor agressão e compactação do solo, fazendo com o que o oxigênio e a água possam penetrar na terra mais livremente.

A construção do diagonal, que se assemelha a um monobloco, o torna mais suscetível a problemas gerados por soqueira, já que toda sua estrutura acaba sofrendo o impacto. O radial, por sua vez, tem flanco e banda de rodagem independentes, absorvendo melhor o choque. 

Uma pesquisa realizada pela Universidade Harper Adams apontou que o uso do modelo ultraflex da Michelin propicia um incremento de 4% na produtividade, tendo como base a colheita de trigo. Segundo Mendonça, o pneu permite que o agricultor utilize todo o potencial do maquinário. 

O Centro-Oeste destaca-se na adoção dos radiais. “Acontece, principalmente, nos tratores de alta potência. As vendas têm sido muito boas em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, afirma. Nas regiões produtoras de cana-de-açúcar, como o interior de São Paulo, há negócios bastantes expressivos, com destaque para os transbordos, diz o diretor.

Apesar da maior aderência entre grandes produtores, Mendonça destaca que também é bastante vantajoso para o pequeno agricultor. “Temos um produtor de hortaliças, de Mogi das Cruzes, no Cinturão Verde, onde chove muito e é muito íngreme, que fazia o trabalho em cinco horas e passou a fazer em quatro horas. Porque o trator de baixa potência fica com uma tração melhor, com maior contato no solo. Não fica patinando. A produtividade aumenta”, esclarece.



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