Circuito Mineiro de Cafeicultura

quarta-feira, Abril 16, 2014

Evento realizado pela Emater-MG, Ufla e outros parceiros deverá debater o preço do café

Começa nesta quarta-feira, dia 30 de abril, em Três Pontas, Sul de Minas,  o Circuito Mineiro de Cafeicultura 2014. Como em outros anos, o circuito vai percorrer diversos municípios  do Estado para debater  questões de interesse dos produtores envolvidos com a atividade cafeeira. O baixo preço do café no mercado deverá permear as discussões, além de informações sobre manejo da cultura e novas tecnologias para a cafeicultura. Para tanto, a iniciativa fará uso de recursos tais como:  palestras, oficinas, dias de campo e exposição de maquinário, entre outras ações próprias de cada município.   O Circuito Mineiro de Cafeicultura é uma realização da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e Universidade Federal de Lavras (Ufla), em parceria com outras instituições públicas e privadas.

“Um dos objetivos do Circuito é estreitar as relações de toda a cadeia produtiva do café, com a tentativa de melhorar a rentabilidade para todos. Isso desde o produtor até o consumidor, para que este tenha um melhor produto”, explica o gerente da regional Emater-MG de Lavras, Marcos Fabri. Segundo ele, serão debatidos assuntos técnicos e conjunturais, como o atual preço do café arábica. “O preço do produto caiu no mercado mundial, por isso vamos discutir como podemos contribuir na redução racional de custos de produção e conduzir propriedades cafeeiras em época de crise”, informa.

Sobre a importância do Circuito de Cafeicultura, Marcelo Felipe acentua a capacidade de o evento levar a tecnologia da pesquisa ao produtor de uma forma mais rápida, sem descuidar do aspecto de levantar demandas e necessidades dos produtores. “Normalmente a gente reúne 12 mil produtores por ano, então, se a gente fosse conversar  com todos eles para levantar gargalos e demandas da atividade, demoraria muito. Com o circuito temos condições de fazer esse trabalho mais rápido e levar ao conhecimento das autoridades competentes, das demandas e gargalos, de uma forma mais objetiva”, argumenta. Segundo o coordenador, o preço do café está em queda desde 2011, quando a saca de 60 quilos que era de R$ 500 começou a cair, estando atualmente em torno de R$ 300, valor que “não cobre o custo de produção”, afirma.

Só na região Sul, o Circuito Mineiro de Cafeicultura está programado para acontecer em 20 etapas, oito a mais que as do ano passado. Na ocasião, o Circuito teve um público aproximado de cinco mil participantes. Para este ano, a expectativa é de sete mil pessoas, segundo o gerente da Emater-MG.   Marcos Fabri admite que mais municípios demandaram a inclusão  deles no roteiro da edição 2014, mas não foi possível atender a todos. “A demanda era até maior, mas por questões operacionais, fechamos em 20 etapas”, explica. Conforme Fabri,  o circuito é aberto a agricultores familiares, técnicos, produtores médios e grandes, lideranças da cafeicultura, ligadas aos sindicatos rurais, Conselhos de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), associações e cooperativas, além de lideranças públicas municipais como prefeitos e vereadores.

 

 

 

 

 

 



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