Hora de Planejar o Plantio

sexta-feira, Setembro 23, 2016

Agora é um momento importante para analisar quais serão suas perspectivas para as tomadas de decisões. Para que tenham sucesso e diminuam os riscos, os produtores devem seguir várias etapas essenciais para um bom planejamento.

 

O primeiro passo do planejamento é a amostragem dos solos, pois tem baixo custo quando relacionada aos grandes benefícios que traz, balizando as recomendações de calagem e adubação, permitindo uso racional de insumos.

 

É recomendado que a amostragem de solo seja realizada, no mínimo, três a quatro meses antes do plantio, possibilitando, assim, a compra dos insumos na época mais adequada. Portanto, para culturas anuais de verão, o melhor momento para amostragem seria entre os meses de junho e julho.

 

As amostras devem ser retiradas em uma profundidade de 0 a 20 cm em vários pontos do talhão, com equipamentos adequados como trados, entre outros. No caso de plantio direto, deve-se retirar a camada de palha da superfície do solo, com certo cuidado para não retirar porções de terra e assim realizar a correta amostragem. Quanto maior o cuidado com a amostragem, maior a precisão dos resultados.

 

Após a emissão dos resultados da análise de solo já é possível determinar a necessidade de calagem, para que essa prática seja realizada o mais rápido possível, preferencialmente três meses antes do plantio, para que ocorra correção da acidez do solo e adequada disponibilização de nutrientes para a cultura, dentre eles Ca e Mg. Quando ocorre atraso nessa operação, o calcário deve ter um Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) maior, buscando, assim, que os efeitos benéficos da calagem sejam alcançados para a cultura.

 

Além da calagem, com o resultado da análise de solos é possível realizar as recomendações de adubação, pois é uma prática essencial que fornece ao solo em que o vegetal se encontra os nutrientes em quantidades ideais e adequadas à cultura. Os diversos nutrientes, macro e micro, são importantes em quantidades e momentos específicos para o máximo desenvolvimento da planta, ou seja, uma planta bem nutrida tem maior possibilidade de completar seu ciclo e produzir mais.

 

A reposição destes nutrientes deve ser feita para que o solo fique equilibrado em termos nutricionais, observando-se a extração pelas plantas e outros fatores como o desgaste natural do solo, excesso de chuvas e de regas e ainda a erosão, que também pode contribuir para o esgotamento do solo.

 

Nossos solos possuem inúmeras diferenças em sua capacidade de disponibilizar os nutrientes, dependendo da quantidade de suas reservas, da mobilização e fixação e do arranjo das raízes no solo. Desta maneira, os nutrientes podem ser fornecidos através da aplicação a lanço, como adubação corretiva, no sulco de semeadura, como adubação de manutenção, pulverizado sobre as folhas e a combinação de todos esses métodos.

 

Além disso, o potencial produtivo das espécies vegetais deve ser levado em conta na recomendação das adubações. Isto se deve ao fato de culturas com maiores rendimentos extraírem e exportarem maiores quantidades de nutrientes e, portanto, necessitarem de doses maiores. Por fim, outro fato importante a ser abordado é que plantas bem nutridas são menos propensas ao ataque de pragas e doenças.

 

A adubação começa com a análise do solo, continua com a calagem e termina com a aplicação do adubo adequado.

 

MINAS VERDE JOHN DEERE SEMPRE AO SEU LADO!

 



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