Conab - Produção de Grãos

quinta-feira, Novembro 17, 2016
A última safra de milho foi marcada por perdas causadas pelo clima.
Agora, a produção do grão espera um novo cenário em todo o país.O clima prejudicou bastante a última safra de milho, mas a produção do grão deverá ter um novo cenário nos próximos meses no Brasil. É o que mostra o primeiro levantamento da Conab para a safra que está ainda no início do plantio.
 
Esse primeiro levantamento traz a intenção de plantio dos produtores para a safra 2016/2017, por isso, a estimativa trabalha com previsões mínimas e máximas. A produção nacional deve ficar entre 210,5 e 215 milhões de toneladas, 15% a mais do que a safra anterior, que passou de 186 milhões de toneladas. Seria um novo recorde da safra nacional.
 
A soja continua sendo a principal cultura, corresponde a 51% da produção total. A expectativa é que os agricultores colham entre 101 e 104 milhões de toneladas.
 
O que mais chamou a atenção dos técnicos da Conab nessa estimativa inicial foi o milho primeira safra. Depois de 3 anos seguidos de queda, a produção dessa vez deverá ser superior, deve ficar entre 26 milhões e quase 27 milhões de toneladas, 7% de aumento na comparação com a safra passada. Houve crescimento de área nas regiões Sul, Sudeste e também na Bahia.
 
A previsão é otimista também para outros produtos como arroz, que deve crescer mais de 13%, e o feijão primeira safra, quase 19%.
 
A Conab calcula que a safra será maior com base em estudos meteorológicos. Sem a ação do El Nino não deve haver muita alteração no clima.
 
Mato Grosso
O estado se mantém como o maior produtor de grãos do país. O plantio da soja avança.
 
As sementes já estão na plantadeira, mas Ólvide Galina espera por mais uma chuva para retomar o plantio da soja em Sinop. Ele já semeou cerca de 10% da área, que este ano vai saltar de 800 para mil hectares, e decidiu aumentar a lavoura para otimizar o uso da estrutura da fazenda.
 
Galina vai gastar mais com sementes, adubos e agrotóxicos, mas vai utilizar as mesmas máquinas e os mesmos funcionários para cultivar uma área bem maior que a da safra anterior.
 
A nova área era antes dedicada a pastagem. Apesar do custo recorde desta safra, estimado em pouco mais de R$ 2 mil por hectare, considerando apenas os gastos com insumos e operações com máquinas, o agricultor está confiante de que fez a escolha certa.
 
Na fazenda de Galina, a área plantada cresceu 20%, está bem acima da média prevista para Mato Grosso, que deve ficar entre 1% e 2%. Serão cultivados mais de 9 milhões de hectares.
 
Rio Grande do Sul
O milho é a aposta de muitos agricultores para a safra de verão.
 
No Rio Grande do Sul, as plantas semeadas cedo, em agosto, já pedem por água. Em Ijuí, no Noroeste, quem plantou milho no sequeiro começa a se preocupar.
 
Mais de 50% das lavouras de milho já foram plantadas no estado e segundo a Emater, a expectativa é que nesse ano, a área cresça quase 9%. Quem irriga as plantações não está sendo afetado pela estiagem.
 
Em uma propriedade, a irrigação é aliada da produção de milho há 10 anos e segundo o agricultor Nédio Giordani, o investimento em tecnologia é recompensado em produtividade.
 
Nédio é engenheiro agrônomo e afirma que o estágio inicial é o mais importante para manter a capacidade de produção da lavoura de milho.
 
A produtividade média esperada pela Emater é de 100 sacas por hectare, mas Maurício de Bortoli pretende colher bem mais. “A gente investiu para alcançar uma produtividade de 220 a 240 sacas por hectare”, diz.
 
Pelos dados da Conab, a produtividade média de todas as lavouras de grãos pode aumentar 13% nesta safra com relação à safra anterior.
 
MINAS VERDE JOHN DEERE SEMPRE AO SEU LADO!
 


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