Bananicultura

segunda-feira, Julho 31, 2017

Prata, Caturra, Maçã. Presente nas mesas de todo o país, a banana sempre teve importância na alimentação brasileira. Terceiro maior produtor nacional da fruta, com cerca de 800 mil toneladas por ano, Minas Gerais se destaca não só pelo volume, mas também pela qualidade e competitividade da banana aqui produzida.

 
Hoje, são 45 mil hectares plantados no estado, com faturamento bruto anual de mais de R$ 840 milhões, e quase a totalidade da produção é consumida pelo mercado interno.
 
A bananicultura de todo o estado cresceu e se desenvolveu expressivamente nos últimos anos, mas, é no Norte de Minas que a produção se destaca. Responsável por quase metade da produção mineira, a região conta com cerca de 16 mil hectares de área colhida, sendo que 1/3 dela está na cidade de Jaíba, maior produtora no estado. E, para potencializar a banana mineira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve diversas pesquisas envolvendo a fruta na região.
 
“Uma diferença da bananicultura no Norte em relação ao restante do país é a obrigatoriedade da irrigação, isto é, não há produção na região sem irrigação”, explica a engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Fruticultura da Epamig, Maria Geralda Vilela Rodrigues.
 
Os sistemas de cultivo da bananeira podem ser classificados em dois tipos, o cultivo irrigado e o cultivo de sequeiro – neste último, não há necessidade de irrigação.
 
Considerando os volumes comercializados no último ano, a banana gera mais de R$ 580 milhões de reais anualmente para o Norte de Minas. Estima-se a geração de um emprego direto e dois indiretos para cada hectare plantado.
 
O primeiro experimento com a cultura da banana no Norte de Minas pela Epamig foi implantado em 1979. Desde então são conduzidas diversas pesquisas. Os trabalhos em andamento buscam solucionar desafios, como as doenças e um cenário de escassez de água. A empresa pesquisa formas de manejar a água de irrigação com redução de uso, além de variedades com tolerância à redução de água fornecida.
 
“Minas Gerais tem uma posição estratégica em relação aos principais mercados, e, além disso, a maior parte do nosso território apresenta condições favoráveis de clima e solo: temperatura tropical e solos profundos. A qualidade da banana produzida em Minas Gerais é reconhecida. Essa qualidade se dá por estas condições, mas, também pelo cuidado com o cultivo e pelo nível tecnológico adotado”, ressalta Maria Geralda.
 
Em Delfinópolis, maior município produtor de banana na região Sul de Minas, a cultura começou em 1993, após um período de baixos preços do café, principal atividade econômica do município até então. O técnico da Emater-MG na cidade e também produtor rural, Sávio Marinho, foi um dos primeiros a investir no plantio da fruta.
 
“Éramos nove. Hoje, somos 108 bananicultores. No começo foi difícil, pois não tínhamos conhecimentos técnicos para a cultura, além de falta de insumos. Mas, a banana encontrou um bom lugar aqui, pois temos bastante água, boa topografia, solos adequados e calor”, conta Marinho.
 
O produtor começou a cultura com dois hectares, e hoje tem 16, todos dedicados à banana Prata-Anã. A maior parte da produção é vendida para o interior de São Paulo.
 
“Toda semana entrego produto. No começo, contratava gente só para me ajudar na colheita, e hoje tenho cinco funcionários fixos. A banana é uma cultura promissora”, relata o técnico da Emater, que oferece assistência para os produtores do município.
 
Sul de Minas
No Sul de Minas, segundo maior produtor no estado, a Epamig pesquisa variações de cultivares há 15 anos. As cultivares de banana mais utilizadas na região são a Prata-anã (80%), Nanica (15%) e Maçã (5%). Segundo o pesquisador da Epamig em Lavras, José Clélio de Andrade, estão sendo pesquisadas 13 cultivares, sendo que quatro delas se sobressaem nas pesquisas, sendo elas a Prata Catarina, a variedade Maravilha, Prata Gorutuba e PA 94-01.
 
Selecionada em parceria com produtores particulares, a variedade Prata Gorutuba é mais resistente à pragas e doenças, inclusive ao Mal do Panamá, doença que pode ser fatal à planta. A banana Maçã, por exemplo, é altamente susceptível a essa doença e por isso não mais existem grandes bananais dessa variedade, sendo este inclusive o motivo de ser uma variedade mais cara.
 
Os objetivos dos estudos são avaliar e selecionar as cultivares com melhores características agronômicas, produção e menores ciclo de produção e porte, além de testar sua aceitação pelos produtores e consumidores, também pelos atacadistas e varejistas.
 

 

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