Café: Produto Inovador

terça-feira, Agosto 1, 2017

A empresa Café Fazenda Caeté assinou a venda de um volume de 48 contêineres do produto, em um prazo de 5 anos. O contrato com distribuidora chinesa tem previsão de gerar 1,5 milhão de dólares, com potencial de ampliação para 3,5 milhões de dólares. “Como toda negociação, foi um processo difícil, mas o fato de ser um produto único facilitou. A China hoje está começando a beber café, e acreditamos que por ser uma população acostumada com o chá, uma bebida mais leve, o nosso produto se adeque e se destaque no mercado”, afirma Fernando Reis, diretor comercial da Café Fazenda Caeté, microempresa sediada em Campo Belo.

 

Café e o mercado chinês

A China é hoje a segunda maior economia mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, e o maior parceiro comercial brasileiro desde 2009. Atualmente, o país é um grande consumidor de produtos agropecuários e alimentícios importados. A China tem limitações de recursos naturais, em relação a água potável e disponibilidade de terras aráveis, que impedem o aumento da produção agropecuária. Assim, o progressivo aumento populacional, junto às adversidades naturais, contribui para uma necessidade alta de importação. O aumento da renda familiar chinesa tem levado ainda a uma crescente demanda por alimentos de maior valor agregado. O consumidor chinês procura por produtos diferenciados, inovadores e de qualidade.

 

É o caso do produto vendido pela empresa Café Fazenda Caeté, resultado de três anos de pesquisa e desenvolvimento. O café torrado e moído, em sachê, pode ser preparado diretamente na xícara, através de infusão com água em ponto de ebulição. Inicialmente pensado para o Brasil, o produto vai passar por uma adequação na embalagem, com foco no mercado chinês. Além da praticidade, é um café que tem preço competitivo em relação a outras mono doses, como as cápsulas. Todo o processo produtivo, do plantio até o produto final, é feito pela empresa mineira.

 

“O chinês ainda não definiu como vai tomar café. O expresso é prático e a capsula está em alta, mas acreditamos muito no nosso produto na China. O sachê pode ser uma boa alternativa, já que faz parte do costume local”, explica Fernando Reis. Apesar de ser novo no mercado de café, o país pode se tornar um dos grandes mercados mundiais para o produto. Os chineses já consomem, de acordo com a Organização Internacional do Café, cerca de 2 milhões de sacas, com crescimento de 16% ao ano na última década. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 12,3 milhões de dólares em café para a China em 2016.

 

A empresa Café Fazenda Caeté investe também na sustentabilidade: “produzimos compostos com os dejetos do leite e do café, que voltam para a lavoura como adubo”, conta Fernando Reis. Para continuar o crescimento, o empresário busca agora financiamento para aumentar a produção de energia limpa, além de melhorias na infraestrutura energética da fazenda.

 

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